Artigo: Conscientização

Há alguns anos criminosos cibernéticos viviam no imaginário popular como jovens de roupas pretas, que ficavam madrugadas usando computadores e invadindo sistemas da mesma forma que era visto no filme hackers.

No mundo real, esses mesmos criminosos podem estar na sua frente, na fila de um caixa eletrônico, roubando milhares de reais, ou acessando a sua conta bancária, através do wi-fi da pizzaria onde você está, sentado ao seu lado.

Os crimes digitais vêm recebendo atenção da mídia por terem se tornado tão comuns, e aparentemente tão fáceis de realizar.

Na verdade existe uma indústria “underground” que criam programas que tornam ações como roubo de senhas de banco e ataque distribuído de negação de serviços (vulgo derrubar servidores e sites) fáceis, muito fáceis. 

Pessoas em busca de dinheiro fácil, sem nenhum conhecimento técnico podem comprar esse tipo de sistema, de um “traficante de software” no mercado negro.

Sistemas que permitem obter milhares de senhas do mundo inteiro, de maneira centralizada, com um único clique. 

Grande parte desses ataques existe porque muitas pessoas ainda clicam em qualquer tipo de e-mail por causa da curiosidade, ou insistem em não utilizar antivírus, ou acham que isso nunca vai acontecer com elas.

Mais uma vez surge a velha e calejada recomendação de qualquer consultoria e auditoria, que todos conhecem, mas poucos implementam: campanhas de conscientização, políticas e normas (que realmente sejam atendidas!) são grandes dicas para a eterna briga entre polícia e ladrão, ou melhor white hats x black hats.

 

Fábio Soto

Postado por: Cristina Andrade

Leave a Reply