Apenas 10% veem segurança em transações em dispositivos móveis no Brasil, aponta estudo

Ainda assim, consumidores não deixam de comprar via tablet e smartphones, revela pesquias Unisys Security Index

Embora as compras via dispositivos móveis estejam completamente disseminadas no País, realizadas por 71% dos brasileiros, apenas 10% se sentem seguros com esse hábito. Foi o que apontou a pesquisa Unisys Security Index, em sua 11ª edição no Brasil, realizada anualmente pela companhia de software e serviços de TI.

“O mundo se move no sentido de ser mais prático, ou seja, mesmo com a percepção que as aplicações móveis não são seguras, os consumidores ainda veem nelas uma comodidade, a praticidade é importante”, analisa o presidente da unidade de enterprise services da Unisys para América Latina, Helcio Beninatto. “Mas vemos aí uma oportunidade clara, na qual as organizações precisam se preocupar para segurar suas aplicações e alinhar seu discurso sobre como as empresas podem oferecer serviços móveis sem representar riscos”, completa o vice-presidente de vendas da Unisys para América Latina, Agostinho Rocha.
Quando questionados sobre como se sentiam ao utilizar um dispositivo móvel em operações via internet com a necessidade de incluir dados pessoais como CPF e cartões de crédito, 32% disseram “não seguros” e 29% declararam “pouca segurança”. 
No geral, o índice de segurança do Brasil subiu de 173 pontos para 187 pontos, acima do índice global, ficando na terceira posição – atrás apenas do México (203) e Malásia (198). Entre as subdivisões, a maior alta na preocupação sobre segurança no país está na segurança financeira, 22 pontos acima da última medição. A segurança na internet subiu também, seis pontos. “Certamente existe uma influência do caso recente de espionagem”, estima Beninatto, referindo-se à agência americana de segurança (NSA).
Entre as recomendações de segurança da companhia, está o desenvolvimento de uma estratégia de segurança completa, na qual os objetivos de segurança estejam alinhados a metas de negócio, bem como o estabelecimento de uma mentalidade de “segurança em primeiro lugar”. Análise de dados para proteção de informações sensíveis, gestão de identidades e perfis de acesso também estão entre as recomendações – bem como aproveitar as capacidades dos dispositivos móveis, como técnicas de identificação combinada com digitais e senha, por exemplo, e avaliação contínua das medidas adotadas.
Foram ouvidas mais de mil pessoas em diversas capitais nacionais, acima de 18 anos, sendo 47% homens e 53% mulheres.

Postado por: Iracema Teixeira

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