Conceito garante mais segurança em cloud

Segundo um relatório da Elastica Cloud Threat Lab, as empresas não estão cientes de que 26% dos documentos armazenados em aplicações na nuvem são amplamente compartilhados. Isso significa que qualquer funcionário pode acessar esses arquivos e distribuir livremente com prestadores de serviços e parceiros. A pesquisa ainda mostra que um em cada dez documentos amplamente divulgados contêm dados confidenciais e/ou sujeitos a regulamentações. Tudo isso é gerado por um fenômeno crescente que tem deixado os setores de Tecnologia e Segurança da Informação em alerta, chamado de Shadow IT.

“A maioria dos líderes de TI subestima a quantidade de aplicações usada dentro de suas organizações. Uma pesquisa revelou que a expectativa gira em torno de 40 a 60, mas acaba-se descobrindo entre 400 e 500 serviços. E não são websites, são aplicativos que guardam dados potencialmente sensíveis e estão completamente fora de vista”, explica David Scott, Senior Director Product Management da Perspecsys, adquirida recentemente pela Blue Coat.

O argumento inicial da maioria dos colaboradores que utiliza apps na nuvem (sem o conhecimento da TI) é a promessa de aceleração dos negócios, afinal, ninguém quer aguardar as permissões das equipes responsáveis ou usar ferramentas similares. No entanto, essa falta de visibilidade gerada pelo uso desenfreado dessas aplicações está expondo as companhias a riscos imensuráveis, exigindo delas políticas de acesso e controle cada vez mais efetivos.

Por conta disso, o Gartner vem difundindo o conceito de Cloud Access Security Broker (CASB), uma tecnologia que opera como um ponto de controle capaz de garantir a segurança de serviços na nuvem. Os relatórios mais recentes sobre o tema mostram que, se em 2012 apenas 1% das empresas usavam o CASB para colocar ordem no caos das aplicações rodando na nuvem, até o final de 2016 essa marca deve chegar a 25%. A razão para isso é simples: a visibilidade, compliance, segurança de dados e proteção contra ameaças proporcionada pela tecnologia. Não por acaso a Blue Coat adquiriu recentemente a Elastica e a Perspecsys.

“A Blue Coat entendeu que o perímetro está se desfazendo. Os dados estão migrando de sistemas on-premise para clouds. Portanto, a empresa trabalhou para trazer ao mercado uma plataforma unificada de CASB, que provê visibilidade, controle e proteção”, explica Marcos Oliveira, country manager da organização.

“Partimos do pressuposto que todas empresas precisam ter proteção forte, porque não estão localizadas 100% em um só ambiente. Muitas têm investimentos em infraestrutura que precisam proteger. Reconhecemos que cada uma está em um determinado nível. Esse conceito tem a premissa de que, qualquer coisa que você forneça para sua organização, precisa funcionar on-premise e na nuvem”, complementa Ray Jimenez, Regional Vice President, Sales & Operations da Blue Coat Systems.

Difusão do conceito no País

Segundo Oliveira, o conceito ainda não é muito difundido no Brasil, mas é uma questão de tempo. “Poucas empresas conhecem esse tema e que ele veio para organizar o caos de ter aplicações por todos os lados. Há ainda a pressão de grandes fabricantes que estão colocando 100% de seus produtos na nuvem, como o Office 365, Salesforce e tantos outros”, afirma.

“A cloud está se tornando uma solução viável por ser fornecida como serviço. Outro indício é que as PMEs estão saindo na frente. Devido à falta de infraestrutura, elas estão utilizando para aceleração dos negócios”, explica o country manager.

Em sua opinião, o desafio maior está nas empresas de grande porte devido aos investimentos. De qualquer forma, o Gartner aponta que a adoção de cloud no Brasil é maior que a média global. “O que precisa agora é educar o usuário em relação à segurança na nuvem. Mesmo em um segmento mais restrito, há possibilidade de colher os benefícios”, finaliza.

Postado por: Iracema Teixeira

Leave a Reply